Os funerais do coelho branco...
Retirado do livro do Fábio Altro. ;D Nem foi por isso que eu vim aqui. Mas eu tentei "pretend to". Talvez fosse mais simples deixar passar pelo corpo como uma voz cortada de conversa alheia no meio da multidão. Mas não é. Absorve pela pele, anda no sangue, queima a alma. É uma merda. E nunca vai ser diferente. A sua vida é um outdoor que ninguém entende. Todo mundo olha, mas ninguém percebe que tem muito mais ali que cola velha e papel fedido desfigurado pelo tempo. E caminhar tem sido cada vez mais complexo de peneira nessa cidade. Tudo passa e só o podre fica preso em você. Um dia entope... aí eu quero ver. A verdade é que, engolir mosca no vento é algo desprezível e eu não entendo como tem gente que faz disso um ofício na vida. Trabalhar para ter a perna da mosca morta entre seus dentes no fim do dia. Nojento. E são dezenas. Moscas católicas-apostólicas-romanas, moscas malufistas, moscas neo liberais... E vem tudo pra sua boca, pro seu dente, pra sua peneira. É por isso que o Urtigão tinha uma espingarda. Ninguém vinha vender Sentinela de manhã pra ele. Sei lá. Às vezes penso que o café desce e o amargo fica. Só às vezes... Só penso... * Nene Altro 2005 - original do fotolog antigo e publicado no mesmo ano no livro "Os Funerais do Coelho Branco". "Thank God for the rain to wash the trash off the sidewalk." - Travis Bickle
Escrito por jaac às 14h48
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A transição de um sistema
Reflitam sobre este trecho: Hierarquia (ordem top down, disciplina, obediência, monoliderança), desconfiança e inimizade, competição, comando-e-controle são características de programas verticalizadores que rodam na rede social da organização. Não são os indivíduos - ou as idéias que estão dentro das cabeças deles - os responsáveis pela reprodução dessas disposições e sim a configuração e a dinâmica dos arranjos em que foram colocados para viver e conviver. Esses programas verticalizadores (ou softwares centralizadores) já estão rodando há tanto tempo que modificaram o hardware. Não é possível desinstalá-los a partir do discurso ou fazendo a cabeça das pessoas. É necessário mudar o hardware. Como? Ah! Basta aplicar a "fórmula" que - não é demais repetir - nós já descobrimos. Basta alterar a topologia e a conectividade da rede social composta pelos stakeholders da organização. Se fizermos isso, vão emergir conexões em rede (ordem bottom up, liberdade, autonomia, multiliderança), confiança e amizade, colaboração e auto-regulação como características de programas horizontalizadores (ou softwares distribuidores) que poderão (então) rodar nos novos arranjos em que as pessoas vão passar a viver e conviver. texto completo em: http://oasissantacatarina.ning.com/profiles/blogs/um-pouco-de-teoria-com-augusto
Escrito por jaac às 22h05
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